Entrevista aos Fundadores da Grums – Simon Krag e Rasmus Nørgård​

1. Como é que nasceu a ideia de criarem a Grums? 

No início, o nosso objetivo era desenvolver um produto que ajudasse os mecânicos de automóveis a lavar as mãos. Quando eu (Simon) era mais novo, costumava sujar imenso as mãos com motas velhas. A minha mãe queria sempre que eu lavasse muito bem as mãos antes de ir jantar, porque era muito difícil tirar a gordura. Até que houve um momento em que ela sugeriu que utilizasse as borras de café da nossa máquina. Misturei-as com um pouco de sabão e a gordura desapareceu, fiquei com a pele muito suave como a de um bebé. 

Continuei a usar esse truque, até que decidimos aproveitar essa ideia porque era demasiado boa para ser desperdiçada. A partir daí, ficamos cheios de esperança e entusiasmados para começarmos a desenvolver uma alternativa natural, sustentável e eficaz, ao contrário dos produtos que já existiam no mercado. No entanto, descobrimos que não conseguíamos oferecer um produto competitivo em termos de preço e que os mecânicos de automóveis, com todo o respeito, não viam a sustentabilidade ou os ingredientes naturais como uma parte importante na compra de sabonete.  

Só depois de desenvolvermos o nosso primeiro sabonete para as mãos, termos feito imensa pesquisa e recolhido muitos feedbacks é que começámos a perceber que as borras de café em produtos para a pele tinham imensos benefícios e que poderiam ser aplicados de muitas maneiras diferentes. E por isso, era óbvio que tínhamos de mudar o nosso foco para a parte de cuidados de pele, e agora passado alguns anos, já contamos com 5 produtos feitos à base de borras de café e muitas novidades vêm em breve. 

 

2. Qual foi o vosso maior desafio no início da marca? 

Como qualquer outra start-up, tivemos complicações no início. Como fomos os primeiros a ter produtos de cuidados de pele à base de borras de café recicladas, tivemos pouco ou quase nenhum conhecimento sobre o assunto, como fazer a recolha, garantir a qualidade e testes em profundidade ao produto final. Como fundámos a marca enquanto estudávamos, o financiamento também foi um desafio. Desenvolver produtos de cuidados de pele de qualidade e recolher os feedbacks de 100 pessoas é caro, e por isso, inscrevemo-nos inicialmente em todas as competições que eram possíveis e conseguimos um prémio de 15.000€ para começar a desenvolver os primeiros protótipos e investimos todas as nossas economias na empresa. 

 

3. Podem contar-nos um pouco sobre o processo de recolha das borras de café até elas chegarem à vossa fábrica?  

Nós recolhemos as borras de café a cada 4 dias do café La Cabra em Aarhus. Primeiro, passamos todas as borras por uma peneira industrial para obtermos as partículas que são uniformes. Depois, seca-mo-las numa estufa de baixa temperatura para minimizar a desnaturação das propriedades que as borras de café dão ao produto final. 

 

4. Como é que descrevem a vossa equipa? 

Eu diria que a nossa equipa é jovem, dinâmica, trabalhadora e muito positiva no geral. Estamos juntos até no nosso tempo livre, e por isso, não somos só colegas, mas também amigos próximos. 

 

5. O que acham que vos torna diferentes das outras marcas de skincare? 

A diferença mais óbvia é o uso de ingredientes reciclados. No entanto, acho que existem outras diferenças, como a perspectiva de sustentabilidade a 360ºgraus, a transparência total, a produção local e embalagens de base biológica. Para além disso, damos muita atenção ao processo e desenvolvimento de produtos, o que significa que nunca iremos vender um produto que seja insatisfatório para os nossos clientes. 

 

 

6. Quais são as vossas preocupações ambientais como empresa?

A Grums nasceu devido a preocupações ambientais, e por isso, procuramos fazer o possível para sermos um bom exemplo. Queremos continuar a fazer o melhor e “limpar” ainda mais a indústria da beleza. Queremos tornar-nos na empresa de cuidados de pele mais ecológica do mercado e a nossa primeira linha de produtos é apenas o início. Acreditamos que os cuidados de pele no geral podem ser muito melhores para o meio ambiente sem comprometer a qualidade e o efeito. Esperançosamente, mais e mais marcas vão enfrentar o mesmo desafio.

 

7. Recentemente abriram a vossa primeira loja. Como é que se sentem ao verem a Grums a crescer?

Estamos muito entusiasmados e orgulhosos por abrirmos a nossa primeira loja e também o primeiro laboratório de borras de café local do mundo. Isso significa, que ao visitarem a nossa loja também se pode ver o laboratório, onde secamos, processamos e pressionamos o óleo das borras de café. Queremos proporcionar às pessoas a experiência de total transparência, ao olharem por trás da cortina onde mostramos a primeira etapa dos nossos produtos. 

Esperamos que tenham gostado de saber um pouco mais sobre a história e quem está por trás da marca Grums. Gostamos imenso deste tipo de entrevistas, porque muitas da vezes, até nós ficamos surpreendidos com alguns pormenores destas histórias.

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